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24 de Agosto de 2017

Socorro, meu cliente sumiu! O caso do cliente Ghost!

Quando o cliente some, acarreta um problemão a ser enfrentado pelo advogado, rumo à caça desesperada do Ghost/fujão.

Fatima Burégio , Advogado
Publicado por Fatima Burégio
há 26 dias

Comumente leio aqui no portal Jusbrasil vários artigos asseverando que os advogados somem e não deixam rastros para seus clientes entrarem em contato.

No entanto, diferentemente do que ocorre, não raro, quem some também é o cliente.

Sim, pelo menos comigo e com alguns colegas que me relaciono, a história é a mesma: sumiço do cliente!

O advogado já ‘apagou’ o incêndio? Hora de dar uma sumida básica! Pensam eles...

No entanto, não convém que assim seja. Há atos que ainda precisam ser feitos, prazos a serem cumpridos, documentos novos a serem acostados aos autos processuais, etc.

Mas... e aí? O cliente sumiu! Desapareceu! Escafedeu-se!

O que se sabe é que o cliente troca número de telefone celular, muda de endereço, muda de emprego e não tem o hábito de noticiar as referidas alterações ao advogado que atua em sua causa.

Independentemente de qualquer coisa, o advogado diligente no afã de manter sua base de clientes, ser recomendado para novas demandas, e fazer jus ao juramento firmado diante de inúmeras testemunhas, é em extremo zeloso e proativo, costuma dar posicionamentos aos clientes, remete mensalmente um WhatsApp ou um e-mail ao contratante, noticia que, no mínimo, o processo não andou por fato alheio à vontade do patrono, etc e tal.

Desta feita, quando o cliente some, acarreta um problemão a ser enfrentado pelo advogado, rumo à caça desesperada do fujão.

Por precaução, é recomendável, quando da assinatura do contrato de prestação de serviços advocatícios, o advogado pedir ao cliente que indique vários telefones de contato, inclusive de parentes próximos.

Quando não conseguir realmente falar com o cliente ‘Ghost’, remeta uma notificação via AR (Aviso de Recebimento) e fique documentado para eventuais problemas que possa vir a enfrentar.

Cautela é regra fundamental para os advogados! Fique esperto!

Assim, deixo a essencial dica:

“Mantenham-se comunicáveis, caros clientes, vocês são essenciais para um melhor andamento e efetiva produção do trabalho do seu advogado”!

5 Comentários

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Ótimo texto, Dra. Fátima. Nos meus contratos de honorários coloco que a comunicação oficial será realizada por e-mail e que as partes têm a obrigação de informarem, umas às outras, sobre eventual mudança de contatos. Já me evitou uma série de problemas. continuar lendo

Utilizo WhatsApp e e-mail também, mas às vezes nem isto funciona, e o jeito que encontro é remeter A. R. e comprovar ao juiz o sumiço do cliente em caso de necessidade. continuar lendo

em São Paulo, as custas de apelação são de 4% do valor da causa. Em algumas possessórias, cujo valor de causa, variava entre R$ 500mil e R$ 5milhões, o cliente desapareceu na época do recurso. Tinha no meu contrato a obrigação dele responder ao e-mail. O prazo não foi cumprido, obviamente, e a Dra. consegue imaginar como essa cláusula me evitou problemas. continuar lendo

Detalhe, R$ 500.000,00 em São Paulo é preço de imóvel simples. continuar lendo

Muito bom seu artigo Fátima. É importante sempre se precaver, incluindo cláusula no contrato de honorários acerca da obrigação do cliente de manter seus dados atualizados e, caso o mesmo não o faça, enviar carta com AR, comunicando a informação no processo, até mesmo com um pedido de suspensão processual. continuar lendo