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27 de Outubro de 2020

Em Liminar, juiz do DF decide permitir tratamento psicológico para a reorientação sexual

O Conselho Federal de Psicologia informa que o processo está em sua fase inicial e que vai recorrer da decisão liminar, lutando em todas as instâncias possíveis para a manutenção da Resolução 01/99.

Fátima Burégio , Advogado
Publicado por Fátima Burégio
há 3 anos

Eita que o bicho vai pegar!

O Conselho Federal de Psicologia está determinado a recorrer da liminar concedida pelo Juiz Federal Dr.Waldemar Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal do Distrito Federal.

É que a autoridade motivada e curiosamente, ao avaliar a Ação Popular movida contra a Resolução 01/99, decidiu, em sede de liminar, acatar, mesmo que parcialmente, o pleito contido na referida Ação.

Para quem não lembra, a polêmica Resolução decretava que os profissionais da área de psicologia não deveriam atuar em serviços que propunham a Cura da Homossexualidade, a conhecida Cura Gay.

Com a medida judicial, mesmo mantendo parcialmente a Resolução 01/1999, o magistrado determinou que não haverá proibição e que os psicólogos devem atender clientes que buscam reorientação sexual.

Pense num debate bom!

A matéria que li no JC, dizia:

Uma decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal do Distrito Federal, acatou parcialmente, em caráter liminar, ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que orienta os profissionais da área a não atuar em "serviços que proponham a cura da homossexualidade". Com a medida, segundo a própria CFP, o juiz permite a prática de atendimentos psicológicos e terapias para a reversão sexual.
No despacho, o juiz manteve a integralidade do texto da Resolução 01/99, mas determinou que o CFP a interprete de modo a não proibir que psicólogos façam atendimento buscando reorientação sexual.
Na audiência de justificativa prévia para análise do pedido de liminar, o Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar.
Resolução
Na Resolução, fica determinado que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão, que os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados e não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
O Conselho Federal de Psicologia confirmou que irá recorrer da decisão.

237 Comentários

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O Conselho Federal de Psicologia, assim como a Nossa Guilda, regulamenta todo o exercício da profissão. E decide, sem consenso, eliminar um tipo específico de assistência psicológica.

Desconheço se o psicólogo faz algum juramento, mas presumo que seja um desígnio imanente à profissão auxiliar a quem busca e necessita de ajuda, da melhor forma possível. Qual a lógica de proibir?

Ademais, convenhamos, há muito a verificar, e há muito a descobrir - em todas as ciências, e ainda mais em psicologia, um campo que ainda tateia no escuro.

E não há forma mais eficiente (e estúpida) de impedir o progresso científico que transformar um determinado tema em tabu. continuar lendo

Este é o professor Sefer!
Aprendi muito com vc!
Belos tempos...
Saudades! continuar lendo

Não tenho procuração para falar sobre a carreira dos psicólogos e nem da comunidade LGBT e a todos eles , mesmo pessoalmente em muitos pontos divergindo, devo respeito, mas, o que parece é que a resolução é resultado da pesquisa de décadas que indicaram que o homossexual em si não é um doente. Normalmente, os pacientes não procuram os profissionais de psicologia para "cura gay", mas, para lidar com o sofrimento da aceitação não de sua condição sexual e sim da comunidade que o rejeita (família,igreja etc.) e então o paciente não revela que a sua sexualidade seria um problema, mas os contornos. Claro que se um paciente que praticar a "reversão sexual" é outra coisa, seria como o caso do transgênero (talvez). Po de ser que ele apresente a sua sexualidade como problema, mas, noticiam os conselhos profissionais que se trata de exceção e que muitas vezes a investigação leva a outros caminhos. Ora, considerar o homossexual como doente é um perigo democrático, pois, sob outro viés imagine se considerassem os heterossexuais católicos ou protestantes doentes (homofobia atávica rsrsrs), não se pode confundir pesquisa, pessoas e caráter não científico. Não se deve confundir com os pedófilos, pois, no caso homossexual, em regra, ele utiliza de seu corpo livre e esperasse maduro, como deve ser a vida sexual nossa heterossexual. Por outro lado, a pesquisa deve ser feita sem preconceitos, tendo-se cuidado com processos semelhantes a eugenia. Quanto a expressão "E não há forma mais eficiente (e estúpida) de impedir o progresso científico que transformar um determinado tema em tabu." Não parece ser a intenção do CRP, no entanto, apenas evitar tratamento não digno aos que aceitam sua sexualidade sem nenhum grilo, que provavelmente é de uma maioria crassa da comunidade. Não andou bem o Magistrado, mas o tema tem chance de amadurecer e esclarecer a comunidade dos motivos de ambos os lados. continuar lendo

@franciscorenatofonseca Mas é justamente isso que trata o projeto de lei, jocosamente apelidado de "cura gay". Não é "cura", em sentido literal, o projeto prevê a provisão de ajuda psicológica àqueles que desejam mudar de sexo. O apelido foi dado justamente por aqueles que dizem lutar pelos direitos dos gays, visando impedir que eles recebam tratamento psicológico. continuar lendo

A questão da proibição é sem dúvidas na questão de tratar a homossexualidade como uma doença, passível de cura, não a de prestar auxílio a pessoas que possuem algum tipo de problema causado pela homossexualidade.

Que aliás, em si não traz problema algum, o que traz problemas é na verdade, o preconceito sofrido, que vem embutido ao ser homossexual.

Logo, é óbvio que busca-se com a tal resolução, evitar um tipo de tratamento para redesignação de orientação sexual.

O que se critica é o precedente que se abre com essa decisão, para gente maluca, pregar que existe uma cura, e que isso é uma doença, quando na verdade, a orientação sexual do individuo é puramente e absolutamente natural e normal, seja ela hétero ou homo.

Concordo que há muito o que se descobrir, mas veja que já evoluímos bastante ao ponto de entender que a homossexualidade nos acompanha desde os primórdios da humanidade, bem como no mundo animal, o que por si só, denota que a mesma e natural e perfeitamente explicável.

Logo, plausível que se recorra de uma decisão tão controversa, cheia de moralismi e que pode proporcionar, ainda mais sofrimento para quem não se aceita.

Digo isso porque passei por isso, e não é nada bom. continuar lendo

Pra quem ainda não entendeu, não se trata de cura gay, se trata do exercício de uma profissão. Prestar auxílio a quem precisa de orientação. A Resolução é que estava, em parte, impedindo o acesso de alguns e o exercício e interesse de outros. Se um homossexual precisar de ajuda numa reorientação, quer dizer que foi atrás da cura gay? Ah, gente, por favor, Ser ignorante é uma coisa, espalhar já é demais!!!! continuar lendo

Caro professor
Penso como você. A psicologia ainda tem muito a desvendar e ninguém ainda tem a proeminência para abordar o assunto de forma cabal. Não se sabe se é uma questão de opção ou orientação sexual. Não se sabe se o problema está na gênese do indivíduo ou em sua cultura, se escolheu ou adquiriu. Parece que o meio condiciona e informa. Já a felicidade do indivíduo passa por outras abordagens assim como o preconceito e a discriminação que permeiam as questões do indivíduo nas relações humanas , notadamente quando tem matizes sociais e econômicas.
A ciência não avançará se for tolhida continuar lendo

Discordo plenamente. Inicialmente, para falar em estudo cientifico, tem que ter um problema a ser resolvido e a consequente hipótese. No caso de um homossexual qual seria o problema cientifico a ser resolvido? Se o Sr. acha que o homossexual é objeto de estudo cientifico então o Sr. acha que ele ou ela é um problema para ser estudado cientificamente. continuar lendo

Caro Eduardo Sefer, a questão é mais profunda do que somente um estudo cientifico. Data venha que o comportamento sexual apesar de individual, abala a convivência em família, a qual o individuo que é menor não teria como se defender caso seus pais o obrigasse a fazer tal tratamento. Outro contra ponto é a questão de intitular homossexualidade como distúrbio ou doença. Ao liberar tratamento para reversão da homossexualidade, veja bem reversão?? Distúrbios se revertem, doenças se revertem, comportamentos se revertem. Mas a homossexualidade, não vem de doenças, distúrbios ou comportamentos, ela é definida no que o ser faz "entre quatro paredes" é nada mais e nada menos do que o outro faz na hora do sexo, lembrando que o sexo é um instinto. Se for analisar bem a evolução sexual da sociedade, veremos que exitem institutos de várias formas. Enfim, o nobre juiz que concedeu a liminar teve uma visão restrita, eu diria até arcaica do que é reversão e do que pode ser ou não revertido. Em tempo, deixo uma celebre frase do hétero Nelson Rodrigues "SE TODOS CONHECESSEM A INTIMIDADE SEXUAL UNS DOS OUTROS, NINGUÉM CUMPRIMENTARIA NINGUÉM." continuar lendo

O segredo está na mente. Se a pessoa não deseja mais queimar o Donut, ou colar o velcro, que busque ajuda psicológica.

Lembrando: ninguém é obrigado a procurar ajuda, mas o governo é obrigado a prover ajuda a quem sentir necessidade.

O restante é mimimi. continuar lendo

Muito sensato, Professor!
Amigos, precisamos também nos lembrar que estamos falando da atuação de profissionais da psicologia e não da psiquiatria. Existe grande diferença entre as duas -- a psiquiatria, esta sim, está mais focada em cura de patologias, normalmente com a utilização de medicamentos, enquanto a psicologia, permite também a busca do auto-conhecimento e auto-desenvolvimento pessoal, profissional, etc. Isso por si só geraria um debate profundo sobre o que devemos considerar doença, pois com a infinita diversidade existente na natureza humana, quem pode realmente dar a definição final do que é ser normal ou sadio? Por isso, bons psicólogos esclarecem a seus "clientes" esta diferença logo no início de qualquer "tratamento", e que eles mesmos são agentes de sua transformação e busca do seu bem-estar e felicidade -- o psicólogo está lá para ajudá-lo nesta conquista. Por este motivo, existem hoje, diversos profissionais, professores e instituições de ensino da psicologia, recomendando a utilização do tratamento de "clientes" ao invés de "pacientes".
Por isso, sempre achei muito estranho este posicionamento do CFP, pois desta forma, o próprio conselho está fortalecendo o velho preconceito de que "quem busca um psicólogo é porque está doente".
Pelo exposto e pelo que foi apresentado por pessoas sensatas como Nina Cioffi e Antonio Marcelino neste debate, entendo a resolução 1/99 como uma decisão da CFP que, impelida pelo afã de eliminar o preconceito humano contra a homossexualidade, acabou resultando em uma ação autoritária que além de fortalecer o preconceito contra a própria psicologia, impede a busca de pessoas interessadas no auto-conhecimento. Para mim, este tipo de imposição é retrógrada, pois afasta o exercício da consciência. continuar lendo

No dia em que você ou seu filho forem homossexuais, e viverem numa sociedade preconceituosa e homofóbica que dita que homem tem que ser MACHO, que a igreja diz que ser gay é PECADO, aí você vai enxergar a lógica que está procurando! continuar lendo

Texano a ideia dos que lutam pela midiaticamente chamada "cura gay" não é essa não. O trecho "prevê a provisão de ajuda psicológica àqueles que desejam mudar de sexo" não é a fala daqueles que visam a questões transgêneras do ponto de vista conservador religioso (na verdade também me considero religiosos, mas, a convivência democrática é fundamental), mas, manter as pessoas em padrões que elas não querem, simplificando o tema e não"aprofundando o problema", há muitos estelionatários nesta linha, mas, repito que o debate é interessante pode ajudar e não somente aumentar o rancor geral, no entanto, sem pre com cuidado e sem extremismo, valeu colega. continuar lendo

Como você mesmo disse o CFP regulamenta o exércicio da função. Não tem autonomia de proibir estudos científicos na área. Como descrito no texto, nos boletins do Conselho Federal de Psicologia, já tem inúmeros estudos que comprovam a ineficácia de reorganização/reversão sexual que pelo contrário está intervenção aumenta o fator de risco para depressão, suicídios dentre outros. Por fim o tema não é tabu, constantemente o conselhos regionais fazem mesa de conversas sobre temáticas da sexualidade, atuação dos profissionais com esta população. continuar lendo

Acredito que a questão da dita proibição seria de propagar a cura gay... Não foi proibido, até onde sei, do psicólogo prestar atendimento e orientar o indivíduo nas dúvidas, questionamentos que estão causando sofrimento e dor.
Sei que muito se fala hoje do assunto e o fato é que causa muita polêmica, brigas entre religiosos ou afins.
O que deve ser banido de nossa sociedade é a intolerância. E não digo isso apenas mencionando homossexuais, mas sobre os negros, pobres, índios, cristãos, muçulmanos e diversidades que temos em nosso mundo. Estamos numa era de mudanças e o que devemos fazer é aceitar essa diversidade que temos. Que graça teria se só existisse a cor azul... lindas são as cores e as pinceladas que damos à vida quando passamos por ela.
A vida é sim passageira para ficarmos nos preocupando com o que o outro faz, com quem dorme (diga-se sexo).
Ahhh... que possamos sim crescer como seres humanos que somos! continuar lendo

Eduardo Sefer, nem necessito de escrever nada sobre minha modesta opinião a respeito do assunto, pois as suas colocações são perfeitas e embasadas, sobre a questão abordada. continuar lendo

@franciscorenatofonseca Dos parlamentares que vi discursarem sobre o tema, nenhum disse ou deixou implícito que "queria curar gays" na sua forma literal, até o Marco Feliciano diz que a intenção é fornecer ajuda psicológica para aqueles que desejam a mudança. É uma pena que realmente rotularam o projeto de forma jocosa com esse nome, desvirtuando seu real intuito.

Uma coisa é você ver e entender o que diz o projeto, outra muito diferente é ouvir os estelionatários da fé, que vivem de enganar inocentes e surrupiar seu suado dinheiro, sobre esse assunto tratado. Na prática, nenhum psicólogo vai dizer ao assistido que ele está doente por ser homossexual, como o texto da resolução parece admitir. Ninguém tem o direito de negar que um profissional qualificado preste seus serviços à sua clientela, independente de quem componha esse universo. Proibir que psicólogos auxiliem homossexuais ou héteros que queiram redefinir seu sexo é abusivo e absurdo, além claro, de usurpar a competência do congresso, é ele que tem a incumbência de legislar e sustar (ou propor sustação) atos normativos do executivo que transcendem o poder regulamentar, e não o conselho da profissão.

Agora, não sei por qual motivo suscitou o "extremismo", não é por que sou religioso e conservador que tenho aversão a homossexuais. O que a bíblia diz é apenas um "norte" (pelo menos para mim), o caminho quem trilha sou eu e escolhendo por onde ir.

Ser conservador não é excluir grupos sociais, como você aparentemente acha (quem lhe ensinou que ser conservador é isso e/ou o que consta em seu comentário, o fez de forma muito equivocada), mas sim - e também - lutar para que todos os direitos inerentes à liberdade individual sejam respeitados. Antes de mais nada, sou civilizado. continuar lendo

Estou com dois filhos, namoro a um bom tempo, tenho certeza que sou hétero, nasci assim.

As vezes troco os lados, começo a pensar que se o "diferente" visto pela sociedade fosse um homem sentir atração por uma mulher, e eu com 15 anos ou seja lá a idade, ter que fazer um tratamento de "reorientação sexual" devido a isso.

Tratamento psicológico já pode ser feito, tanto que tenho vários e vários amigos homo que fazem, mas para aprender a lidar com o preconceito que toda a sociedade impõe. Eles não querem passar a gostar de mulher, pois isso é simplesmente impossível para eles, do mesmo jeito que é impossível que eu passe a sentir atração por homem depois de alguma espécie de tratamento psicológico.

Agora um tratamento para "reorientação sexual" é bem diferente. Quem já estudou Psicologia antes do Direito sabe o quanto foi difícil para certas pessoas passar por isso, pensei que fosse uma fase já superada.

Respeito todas as opiniões, concordo 100% com o amparo psicológico de qualquer um que precise de ajuda, mas discordo totalmente com a "reorientação sexual", não achei que fosse voltar a ler esse termo fora de uma faculdade de Psicologia.

Você homem que sente atração somente por mulher, se a sociedade visse isso como errado e você sofresse todo este preconceito. Gostaria de fazer uma "reorientação sexual" para passar a gostar de homem? Tenho certeza que as vezes, pelo preconceito da sociedade e família serem tão grandes, você talvez até pense na possibilidade. Mas será impossível, se já nascemos assim, morreremos assim. Antes de tudo, apenas troque os lados.

Como já disse, estou com dois filhos, e seja como for, irei amá-los, gostaria muito que todos os pais pensassem assim antes de cogitar a possibilidade de reorientação. continuar lendo

Não, não acredito no q li!

Se "Em 1935, Sigmund Freud respondeu carta de uma mãe preocupada com seu filho gay. A resposta do criador da psicanálise deixa claro que ele não acreditava que a homossexualidade fosse uma doença. Sua crença era de que toda pessoa nasce bissexual e a orientação sexual é definida mais adiante." , o q entende um juiz? Agora juiz precisa estudar TODAS as matérias e profissões do mundo? Ele consultou alguém?
Assim sendo, não há pq argumentar desta forma - "eliminar um tipo específico de assistência psicológica." - ninguém vai procurar, te liga!
Outra questão: permitir é uma coisa, obrigar é outra. Neste caso, o CFP não proibiu, apenas declarou q homossexualidade NÃO é e nunca foi uma DOENÇA. continuar lendo

Excelentes palavras! continuar lendo

A terapia de reversão ou reorientação sexual já foi há muito tempo testada de diversas formas, nenhuma deu certo. É uma terapia pseudo científica, anti-ética e danosa ao paciente. CFP está corretíssimo em proibir esse tipo de terapia

Por favor, quem não conhece que leia sobre o caso de Alan Turing, pioneiro da computação, vítima de uma dessas terapias q culminou no seu suicídio (e de muitos outros ao longo da história) continuar lendo

O sr não esta vendo mais estou aplaudindo de Pé .
e muito MiMi por nada continuar lendo

Não está transformando nada em tabu, simplesmente existiu todo um histórico científico que já tentou incessantemente a reorientação sexual, até mesmo pela pressão social de heteronormatividade. As conclusões foram 2: não funciona e causa danos psicológicos que levam a depressão e ao suicídio.
Insistir na liberdade de pesquisa de algo que já se sabe nocivo é o mesmo que permitir que alguém aplique dose incansavelmente provado letal de veneno em voluntários, mas que tudo bem pois é "em nome da ciência". Realmente isso te soa razoável?
Até porque a existência de voluntários não vão faltar, pois estamos em uma sociedade claramente homofóbica, não precisa ir muito longe, veja os verbetes relativos ao assunto homossexualidade no dicionário jurídico da Helena Diniz de 1999.Aquilo era aceito no ambiente solene do direito, imagine na população. Isso é recente e ainda influencia até hoje a população. A pressão social fará com que pessoas sejam voluntárias a esse procedimento.
Não foi em absoluto razoável, não considerou os estudos que já existem na área seja nacional ou internacional, nem considerou como a sociedade influenciaria na questão. continuar lendo

A resolução não impede os profissionais ajudem seus pacientes, na verdade, impede que os pacientes sirvam de cobaias humanas nas mãos de psicólogos e, para isso, fundamenta a resolução em vários estudos que comprovam que a tentativa de reorientação sexual causa danos aos pacientes.
Impedir o progresso científico na verdade é permitir que profissionais utilizem métodos não comprovados ou não submetidos à uma comissão de ética, ou aplicar terapias não fundamentadas em estudos prévios, ou cujos estudos se demonstraram ineficácia.
não é tabu, é anticientífico. continuar lendo

Opinião agregadora, professor. continuar lendo

Texano vc escreveu "Na prática, nenhum psicólogo vai dizer ao assistido que ele está doente por ser homossexual, como o texto da resolução parece admitir." Pelo contrário. Pesquise sobre os autores da ação que levou o magistrado a tomar esta decisão apenas faça isso. Vide discursos mais antigos. A mídia usa um termo que já foi utilizado em diversas situação por grupos assim, mas, vá lá pesquise alguns deles. Olha esse tema é distração de outros problemas, mas entenda, faltou leitura para entender o processo psicoterapêutico, pois, o problema não se relaciona a homossexualidade, parece preguiça de alguns ir a algo assim. lembre eles não são cobaias. As pessoas queriam liberar o tema para explorar, pois, em quatro paredes do consultório, se o problema surgisse neste sentido seria observado. Acrescento que não mencionei os conservadores, pois, os conservadores devem se opor a esse pensamento se buscarem credibilidade científica para suas falas, repito, respeitosamente, o debate é bom. continuar lendo

Com todo respeito ao seu ponto de vista, o CFP atuou para garantir e preservar os direitos dos profissionais e pacientes. Como toda profissao na area de saúde, somente pode ser tratado o que é considerado doença, disfunçao ou anomalia funcional do corpo humano. Todas essas situaçoes são descritas no CID 10 (Código Internacional de Doenças). Caso que exclui a homossexualidade e suas vertentes, uma vez que fora excluido desse Código pela OMS ja tem bastante tempo. É, no minimo, antietico tratar algo que nao é considerado doença. Concordo com o senhor quando diz que precisamos pesquisar mais e que estamos tateando no escuro no q se refere a mente humana, mas essa pesquisa (ja realizada no passado sobre esse tema) deve ser feito em ambiente controlado e monitorado. Novamente é questao ética praticar com seres humanos sem validaçao previa da terapia. Ou o senhor gostaria de ser cobaia de medicamentos sem que estes tenham sido exaustivamente testados em laboratorio antes? O mesmo proincipio vale para a psicologia, fisioterapia e todas as outras ciencias da saúde. continuar lendo

Sr. Eduardo,

Sou psicóloga e o senhor está redondamente enganado quanto a matéria. Desculpe-me, mas o senhor não é especialista na área e nada, pelo jeito, tem a contribuir com a ciência psicológica. continuar lendo

Totalmente sem nexo a portaria do Conselho de Psicologia. Lembrando que em nenhum momento nem na decisão proferida pelo Magistrado se fala em "cura gay" e sim em orientação e auxilio na reversão sexual. Ou seja, SE O PACIENTE QUISER (seu direito de decidir sobre sua vida) e procurar algum psicólogo para acompanhá-lo numa reversão de sua condição sexual. Esta ação foi proposta por 27 Psicólogos (não tem iniciativa religiosa) e sim da necessidade do paciente em decidir o que quer para si e do profissional poder exercer sua profissão sem restrições impostas por um Conselho (que possui na sua presidência um homossexual, o que já diz o porque da decisão da resolução).
Ora, o cidadão pode procurar a ajuda de um Psicólogo caso ele se ache gay, trans ou outra forma de sexualidade, mas não pode ele mesmo decidir que não quer seguir como homossexual e buscar o acompanhamento psicológico de um profissional para lidar com os efeitos emocionais que tal decisão venha a trazer?
Isso é liberdade ou cerceamento? Porque tem que se impor tal proibição? Se o/a cidadão (ã) de forma espontânea quer deixar a heterossexualidade e se tornar homossexual pode ser auxiliado por um psicólogo, mas se quer deixar a homossexualidade e se tornar um hétero não pode? Cada vez mais se deixa claro a cultura da imposição do ser gay. E isto nada tem a ver com homofobia como alguns "artistas" vem divulgando. continuar lendo

O cidadão pode e tem o direito de, mesmo que tenha nascido com um determinado orgão sexual, procurar a medicina para mudança deste orgão. (isso não é doença)
Mas caso queira procurar um psicologo para ajuda-lo e orienta-lo sobre sua sexualidade não pode. (pode caracterizar que seja doença) continuar lendo

"reversão de sua condição sexual", eu nunca li tanta asneira na vida... continuar lendo

Infelizmente no Brasil as pessoas estão infectadas com a mania de dizer como a outra deve viver sua vida, tentam determinar o que ela pode ou não pode fazer...

Liberdade e livre arbítrio, apesar de fictícios é isto aí minha gente. Cada um faz de sua vida o que quiser, o limite está no direito alheio (particular ou geral), na Lei e até mesmo nas crenças e costumes de uma sociedade...

Não acho legal o impedimento de qualquer das opções, ou seja, cada indivíduo deve procurar ajuda para aquilo que o incomoda, por não ser aceito pela sociedade ou mesmo por não aceitar sua condição de homossexual...

Ou vocês acreditam mesmo que não existem pessoas que são infelizes por não se aceitarem como gays ou lésbicas? Daí o que o direito vai fazer, ignorá-los completamente apenas porque uns acham que a liberdade sexual é cláusula pétrea acima de todas as vontades e indivíduos...

Cada um que tenha e receba a orientação sexual que quiser, o que não se pode é comercializar uma infundada cura, mas o aconselhamento/acompanhamento psicológico deve ser livre para aqueles que o procuram!

No Brasil está em curso a vários anos uma anomalia jurídica, a todo momento querem criar um direito especial, é o direito da criança, do idoso, do índio, do negro, da mulher, da comunidade LGBT, etc, daqui a pouco vem um grupo de pessoas querendo criar o direito de ter cinco esposas, o direito daqueles que querem se mutilar, dos que querem vender um rim...

E o que faremos quando estes direitos começarem a se contraporem? continuar lendo

O CFP nunca proibiu o acompanhamento psicológico daqueles que buscam atendimentos pelos sofrimentos envolvidos na sua orientação sexual. Esse pensamento está equivocado. O que a resolucao estabelece é que psicólogos não façam parte de movimentos/ linhas terapêuticas que propõem tratamento para o homosexualidade, ou seja, tratamento para reversão sexual. Por que? Porque se caso institui-se tratamento para o homossexualismo, supõe-se que é uma doença que necessita de cura. Um precedente perigoso que pode ser aberto. E repito, a resolução do CFP nada tem a ver com impedir que gays acessem tratamento psicológico! continuar lendo

Não é o paciente q decide o tratamento a ser feito. Por mais q o médico ou o paciente acredite q um determinado medicamento resolva afecção X, a decisão deve ser embasada cientificamente. Eu não posso receitar insulina a fim de curar enxaqueca só pq eu assim tenha a crença q funcione. Esse é o cerne da questão q eu imagino q uma maioria dos comentaristas da área de direito não estão entendendo. A ciência psicologia não preconiza como tratamento eficaz a tal terapia de reversão sexual, e pelo contrário, a história demonstra seus danos aos pacientes, levando-os ao suicidio. Portanto não, não é mero exercício de liberdade profissional e do paciente, é visando o bem-estar do próprio e uma medicina baseada em ciência continuar lendo

Acho ainda que cada pessoa, tem total poder sobre sua vida e suas escolhas e ainda escolher se quer ou não procurar ajuda de um profissional.. continuar lendo

Não sou homofóbico porem defendo os princípios básicos de que homens são heteros e os demais merecem apenas compreensão e tratamento psicológico garantidos por lei. continuar lendo

Isso é homofobia...estude mais sobre o princípio da dignidade da pessoa humana, não apenas o seu aspecto literal e raso, mas o seu sentido sistêmico compreendido em sistema democrático... continuar lendo

Logo, o senhor é homofóbico. continuar lendo

Ninguém é impedido de ter tratamento psicológico quando acha que deva ter. Por exemplo, você não se acha homofóbico, eu já o acho, o que importa é sua opinião sobre você mesmo, logo, você não se acha doente, o contrário de minha opinião, em que já indicaria um tratamento psicológico para aumentar sua percepção sobre você mesmo. continuar lendo

Concordo com você. tenho amigos Gays que sofrem com isso e não tem ajuda e nem a compreensão de ninguém, então se a psicologia pode ajudar eles a enfrentar esse problema, porque não ajudar?! continuar lendo

Concordo plenamente com você Tiago. 👏👏👏👏 continuar lendo

Concordo Tiago continuar lendo

Isso e Homofóbico cara, só acho que você deveria estuda mais direito e principio do direito humanos . continuar lendo

Essa decisão é um retrocesso para o país. O judiciário tem atraído para si um problema que não é dele. Já se formou, em amplo debate na comunidade científica internacional, consenso sobre o tema. O nosso país é, de longe, o que mais mata pessoas LGBTI, especialmente pessoas trans, e essa decisão contribui negativamente para o aprofundamento da estigmatização da população LGBTI. Beira à irresponsabilidade esse tipo de decisão.

Essa discussão já foi travada e superada na Câmara dos Deputados em outro momento. Essa discussão tem mais se servido de toda sorte de proselitismo, em discurso raso, que, por ignorância ou pura má-fé, fazem da ciência apenas campo de disputa de poder. continuar lendo

a expressão "cura" foi maquiavelicamente (tadinho do Maquiavel) criada justamente por grupos 'pró-lgbt' para tentar 'criminalizar' o direito de quem quiser procurar por não se 'entender 'como gay, tirando a liberdade de ação do profissional - afinal, ele só, e tão somente, poderá 'ajudar' com consulta se a pessoa em questão quiser se assumir, se entender, ou achar que é gay, se ela não se sente feliz com uma situação (que pode ter inúmeras causas, emocionais, etc), e pedir para que seja ouvida/acompanhada pelo profissional por não se ve como gay, o profissional não poderá "olha, desculpa, mas só posso te atender se eu puder te definir como gay ao final"

essa criação do mimimi sobre a farsa da 'cura gay' é culpa de uma geração merthiolate que não arde, que quer que somente seus desejos e vontades sejam supremos... continuar lendo

A pessoa que pretende ajuda profissional terá acesso invariavelmente. O que a resolução permite é que ela acesse o seu direito sem que seja ludibriada por um profissional que entenda ser a sua condição, perfeitamente normal, não-patológica, enquanto doença. Ponto. O psicólogo atende à pessoa que lhe procura normalmente, mas não poderá tratar como patológica traço de personalidade (da pessoa, de quem é) que é absolutamente natural/"normal".

E não, não é mimimi. Comecemos com o fato de que desde 1990 que a OMS não reconhece a homossexualidade como doença e de que a resolução do Conselho foi publicada em 1999. A assertiva é, além de falsa, falaciosa, portanto. continuar lendo

Retrocesso? Ignorância? Vá entender do que se trata para poder comentar sobre. continuar lendo

Discordo, mas respeito seu posicionamento. continuar lendo

Falou a psicologa, sabidona continuar lendo

Esta história de que o país é de longe o que mais mata pessoas LGBTI (faltou alguma letra?) é um mito, uma mentira criada pelo próprio movimento gay. A propósito, se tiver interesse digite no Google "gay mata companheiro" e veja quem mais mata homossexuais no Brasil. continuar lendo

Não foi superada! Se alguém quer discuti-la em um processo, ela não está superada em absoluto! Deixe livre as pessoas, cada um cuidando de sua vida. continuar lendo

O amplo debate na comunidade científica a qual você se refere não favorece a comunidade LGBT! Pelo contrário! Por isso se abafa o resultado de pesquisas e de estudos sérios. Discutir homossexualidade é quase um tabu na maioria dos lugares ou meios de comunicação Há quase uma imposição para que não se discorde ou questione as causas da homossexualidade e se alguém se posiciona contra é taxado de preconceituoso, ignorante ou coisa muito pior.
Ou seja, a pessoa tem que ser irracional e aceitar, goela abaixo, o que é imposto! Existe muitas formas de ensinar o respeito às pessoas (independente de sexo, credo, cor, raça, ideologia, etc), mas o que tem sido feito no Brasil é o mesmo que foi feito na Alemanha com os arianos! continuar lendo

Retrocesso é tirar a liberdade individual das pessoas tanto de procurar e querer a sua reorientação sexual, quanto do profissional de abordar a temática. Cada um na sua livre escolha, cuidando da própria vida. Liberdade um direito de todos. continuar lendo

Não se trata liberdade individual de pacientes por razão das mais singelas: o autor/autores são psicólogos/as (sic). Portanto, o que se discutiu não era a liberdade do paciente, mas o exercício da profissão pelos ditos psicólogos (sic).

Por outro lado, basta uma simples análise curricular dos ditos psicólogos que veremos quais interesses estão servindo. A título de informação, foi amplamente divulgado que uma das autoras é assessora de deputado da banca evangélica.

Curioso, no mínimo, que quem sempre fez de tudo para negar direito aos LGBTI, agora se acha defensor da liberdade individual de grupo minoritário. continuar lendo

Perfeito! Meus parabéns! continuar lendo