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24 de Abril de 2019

Estão matando covardemente muitos Advogados. O que se pode fazer, além de lamentar?

Fátima Burégio , Advogado
Publicado por Fátima Burégio
há 4 meses
Falar da gritante necessidade de que seja liberado o porte de armas para Advogados já está até ‘cansando a beleza’ do leitor brasileiro.
Dizer que tal anseio permeia a mente de muitos profissionais do Direito; não tenho dúvida.
Atentar que as estatísticas indicam que o clamor dos causídicos é fato, a Câmara de Deputados já aprovou o projeto de lei 704/2015, e, em função disto, o STJ estará avaliando em breve este caso; é repetir notícias.
Alertar que a própria OAB compactua com o anelo de muitos inscritos em seus quadros, não restam dúvidas.

No entanto, o que quero trazer a baila neste artigo é a notícia trágica de que assassinaram a queima roupa mais um colega de profissão. Sim, recentemente assassinaram, de forma ousada, cruel e covarde, mais um Advogado brasileiro. Desta vez foi o Dr. Itomar Espíndola Dória lá do interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente, na cidade de Taquari/RS.

Noticiários evidenciam que o Advogado era calejado na luta, veterano, 36 (trinta e seis) anos de labor, Especialista em causas Trabalhistas e, vez ou outra, atuava no Tribunal do Júri, tendo sido, em tempo pretérito, vice presidente da OAB.

Os trinta e seis anos de batente, de labor, de trabalho duro, de exímia conduta e serviço prestado como honra à OAB de seu Estado foram ignorados. Saber que o profissional deixaria uma família enlutada, pouco importou. Pelo contrário, se esqueceram da idade da vítima, dos anos de efetivo profissionalismo, e, simplesmente, por motivos ainda desconhecidos, adentraram ao escritório do Doutor Itomar Espíndola Dória e dispararam covardemente diversos tiros a queima roupa em seu corpo, sem que ele tivesse direito a defender-se.

Neste instante, independentemente de qualquer que seja a motivação, um misto de dó, lamento, revolta, indignação e insegurança tomam conta do ser de qualquer ‘cristão’. Ora, e não é pra menos.

Imagine a chocante cena:

- O colega Itomar Espíndola Dória está elegantemente trajado e muito bem sentado, no conforto seu refrigerado gabinete, trabalhando, produzindo. Um desconhecido adentra ao recintoo, pede para ser atendido pelo profissional. Seu pedido é imediatamente atendido, mas, ao estar frente a frente com o Advogado, o criminoso simplesmente dispara diversos tiros no ‘alvo’, que, sem ter como defender-se, expira, caindo ao chão envolto numa poça de sangue. Sangue de um guerreiro. Sangue de um trabalhador. Sangue de um profissional. Sangue de um Advogado!

O crime não compensa, mas o crime acaba repentinamente com uma preciosa vida! Isto é terrível!

O homem que perseguiu por 36 anos os direitos alheios, encerra a brilhante carreira, caído ao chão! Infelizmente, é mais um número nas estatísticas de Advogados mortos no Brasil, e precisa, agora, que os seus amigos, parentes e a OAB, revoltados, chorosos, saudosos e enlutados, persigam os seus direitos simbolizando com justa honra e em sua memória.

Ler notícias neste tema sombrio, entristece, aborrece e o que se chega à conclusão é que algo precisa ser feito; que mudanças são oportunas e pontuais.

Leia esta matéria de minha autoria também!

Será???

Será que já é chegada a hora de iniciarmos a imediata compra de detectores de metais para implantá-los nas portarias dos nossos escritórios?

Será que, ao invés de recrutarmos moças elegantes, meigas, singelas e educadas para trabalharem na recepção dos nossos escritórios, precisamos selecionar homens marombados, (estilo Rambo), fortemente armados e dispostos a usarem, sem um mínimo de critérios, detectores de metais em nossos futuros clientes? Pelo andar da carruagem, sem um mínimo de receio, entendo que sim.

Pesquisei rapidamente, e, pelo menos nas minhas simplórias pesquisas, não consegui comparar nem perceber em grau de igualdade ou semelhança, o fato de profissionais de outras categorias terem sido igualmente assassinados com a mesma frequência com que ceifaram a vida dos profissionais do Direito.

Será que fiz uma pesquisa furada, e estou divagando, ou, é fato real e notório, constatar, cabisbaixa, que advogar aqui no Brasil, beira o perigo?

Precauções já eram tomadas por muitos de nós... E agora, muitos outros serão mais cautelosos; e, com razão.

No meio desta terrível dúvida, uma certeza eu tenho, e sigo, refletindo:

Cautela e prudência, principalmente nos primeiros contatos, não custam nada, mas, se não observadas, custarão uma preciosa vida!

28 Comentários

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Estão matando covardemente a população brasileira.
Por que mesmo que deveríamos proteger apenas os advogados? Não serão eles que irão defender os mesmos assassinos? Que estranho soa dizer que o bandido que mata seu advogado terá direito a ser defendido por outro advogado...
Vejam bem...
Eu sou a favor da liberação do porte de armas.
Mas não sejamos classistas ou nos sintamos a cereja do bolo.
Porte de arma para todo cidadão de bem, que prove precisar se defender.
Defendam essa causa! continuar lendo

Apoio o que pensa Sr. José, mas como se vê em relação ao foro especial dos parlamentares e demais que gozam do aludido direito, tem que se fazer uma progressão fornecer o direito ao porte de armas primeiro aos que mais tem necessidade e daí em diante abranger os demais.
Primeiro garantir ao grupo de risco, vigilantes públicos municipais, advogados criminalistas e outros que são parte da estatística vergonhosa, tendo um precedente e transformação na sociedade o legislador então vai acompanhar e assim haverá revogação total do Estatuto do Desarmamento. continuar lendo

Junior:
Vou te fazer uma pergunta: Quem será o próximo brasileiro que precisará de uma arma para se defender e morrerá por não porta-la?
Advogados criminalistas não são mais visados do que joalheiros ou caixas de supermercados.
Como administrador de imóveis já fui ameaçado muitas vezes. Cobro aluguéis. Recebo em dinheiro. Promovo despejos.Eu sou a figura de contato com o devedor e não meus advogados.
Como ambientalista, perdi a conta de quantas armas já tive apontada para meu corpo.
Sou especial?
De forma alguma.
Trabalho junto a advogados, tenho sobrinhos e amigos advogados, minha filha é advogada.
Acho que o advogado tem direito a portar uma arma, como cidadão que é, igual aos demais
Se eu conseguir através de amigos um porte de arma, tudo estará resolvido?
Não.
Quero esse direito para todos.
Entendo que essa deva ser nossa luta. continuar lendo

Lamentável o ocorrido!

Mas somos responsáveis pelo que ocorre.

Começa pela OAB, que nunca moveu uma palha a favor de armar o cidadão de bem que queira e atenda os requisitos. Sempre entendeu que desarmar o honesto é o melhor.

Sempre se omitiu e concordou com esse lixo jurídico do Estatuto do Desarmamento, enfiado goela abaixo, mesmo com discordância da população.

Depois, passa pelos causídicos que formulam absurdos jurídicos para defender a qualquer custo bandidos perigosos e violentos, bem como corruptos. Esticaram perigosamente os conceitos de ampla defesa, contraditório, legalidade, etc. Acreditam que bandidos perigosos e reincidentes devem ficar vivos no sistema carcerário, pois acreditam em recuperação...

Não estou a falar que bandido não merece defesa. Mas fazer justiça não é sempre absolver. Fazer justiça é pagar pelo que fez. E se for grave, que pague caro! E deveria pagar com a vida em certos casos.

Precisamos pensar na sociedade que queremos, no conceito e objeto de direitos humanos, dentre outras pendências.

A fatura chegou há muito tempo para os mais pobres que morrem como insetos nas ruas e nos hospitais.

Juízes, promotores, auditores, delegados e outros agentes da lei já foram abatidos por criminosos.

Agora o boleto começa a chegar na casa dos advogados. E a tendência é piorar!

O que a categoria e seu grande "sindicato constitucional" pretende fazer?

Parece que tem algo errado! continuar lendo

É bom que os advogados saibam que a oab nunca foi favorável ao porte de armas para o cidadão brasileiro e nunca se mexeu um milímetro para que os advogados também possam portar armas.

Então é bom que vislumbrem desde já a resistência que enfrentam sobre o tema, da própria oab e da sociedade que não aceita a categorização de um direito legítimo e fundamental como a legítima defesa.

Enquanto lutarem pela elitização desse direito, não o terão. continuar lendo

Sem duvida alguma: Precisamos de ARMAS, especialmente os Advogados CRIMINALISTAS! E a idéia do DETECTOR DE METAL nos escritórios é .ui bem apropriada - e tão óbvia e "barata" - que nos esquecemos dela! continuar lendo

Já até pedi para pesquisarem preços de detectores de metal para mim.
Grata pelo seu comentário, caro Joaquim! continuar lendo