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1 de Abril de 2020

Juíza do Trabalho de PE, alerta: - Um relacionamento não tem que ser ruim para ser bom!

"Tapa na cara também pode ser de amor. Se eu te trato mal é porque te amo. Não te traio por ser um cara ruim, é da minha natureza ser safado". Reagiu a Juíza: - Não, gente, não! Meninas, não acreditem nisso. Não se resignem a isso. - Não banalizem como se fosse natural ou aceitável. Um relacionamento não tem que ser ruim pra ser bom. Não caiam nessa!

Fátima Burégio , Advogado
Publicado por Fátima Burégio
há 2 meses

Arregalei os olhos ao ler o que disse a Magistrada Roberta Correia de Araújo, Juíza Titular da 14ª Vara do Trabalho do TRT6 em um post pedagógico e inusitado liberado em uma rede social:

“Ontem à noite, fiquei escutando da minha varanda o som do "sertanejo universitário" que estava tocando no salão de festas, efusivamente acompanhado pelas vozes animadas dos convidados e prestei atenção em alguns trechos. Não me recordo ao certo, mas era algo assim:
“Você não quis? Vish, bem feito, Sua amiga quis, e foi daquele jeito”
"Tapa na cara também pode ser de amor"
"Se eu te trato mal é porque te amo"
"Não te traio por ser um cara ruim, é da minha natureza ser safado".
- Não, gente, não. Meninas, não acreditem nisso. Não se resignem a isso.
- Não banalizem como se fosse natural ou aceitável. Um relacionamento não tem que ser ruim pra ser bom. Não caiam nessa!

Professora de Procuradores, Palestrante renomada, Filósofa autodidata por mim rotulada, escritora inspirada e obtendo credenciamento, quem sabe, na genuína e infalível Escola da Vida; dispara flechadas reflexivas no coração dos seus seguidores, como, por exemplo:

“Existe uma grande diferença entre desistir e perceber que não vale a pena. Saber a hora certa de parar é tão importante quanto saber a hora certa de seguir em frente”.
Não, a vida não vem com GPS. Nenhum futuro é garantido, nenhuma trajetória é absolutamente certa. Mas somos protagonistas da nossa vida. As nossas escolhas definem o nosso futuro. Sonhar é preciso. É preciso tirar os planos das gavetas e, de algum modo, começar. E recomeçar se preciso for. E persistir em ir mesmo quando seja preciso voltar para começar a ir de novo. Priorize-se e protagonize-se. E em meio aos tantos votos, desejos e promessas para 2020, que possamos refletir e compreender que nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos velhos anos”.

Bem...

O motivo de liberar tal matéria não é falar das tiradas sábias e pontuais da Juíza Pernambucana, tecer elogios à sua desenvoltura, elegância, beleza e competência como Professora, Magistrada, Palestrante e mais uma infinidade de títulos.

Óbvio que ela é tudo isto, mas não é oportuno fixar nestas questões, pois nem ela aprecia 'coisas melosas' e nem a articulista que assina esta matéria! Rsrsrsrs

Na verdade, o que me fez trazer, de fato, a matéria aqui neste espaço, é que dei de cara com a historinha da melodia cantada em uma festa, escutada de forma despretensiosa pela Dra Roberta Arruda e sensivelmente narrada pela autoridade.

A historinha fala da mensagem de uma música estilo sertanejo universitário com mensagem que, de início, pode até soar, respingar como liberdade, zoeira e moda.

Epa! Nem vem que não tem!

No entanto, longe, bem longe, deste texto ser um típico discurso com essência feminista, jamais será, ou deverá ser moda, a mulher ser traída pela amiga ou pelo amigo.

Jamais será expressão de amor receber um tapa na cara do seu companheiro ou companheira. Nunca será interessante ninguém vir a ser tratado mal ou com falta de cortesia e mimo pelo seu 'amor', tentando justificar em rimas, que tais atitudes indecorosas e traiçoeiras praticadas, são partes integrantes do seu caráter de natureza nítida e assumidamente safada.

Ora, em tempo de liberdade, de leveza de escolhas, época que precedem os festejos carnavalescos no Brasil, restei bem atenta ao discurso e pontual postagem da digníssima magistrada, ao alertar às pessoas mais jovens, asseverando:

- Não banalizem como se fosse natural ou aceitável. Um relacionamento não tem que ser ruim pra ser bom. Não caiam nessa!

Sou das antigas, sim, senhor!

Concordando com as percepções aqui elencadas, sigo prezando por escolhas corretas de parceiros, optando por evitar beijos e selinhos em milhares de pessoas simultaneamente ou nada a ver, tive o gostinho adocicado de saber que alguém compreende os meus pensamentos e entende que há dever de filtrar o que se ouve, prezando com quem dividir carícias e lençóis, e que as decisões e escolhas acertadas em todos os aspectos desta efêmera vida, são bastante salutares e evitam dores de cabeças tremendas em fase posterior.

Há muito, tenho percebido a radical mudança em gostos e estilos musicais do povo brasileiro; mas, isenta e imune a quaisquer tipos de discriminações ou intolerâncias; sigo jogando mesmo é no time de que as pessoas são livres e devem curtir e escutar o que bem quiserem.

Todavia, daqui do meu secreto observatório humano, posso especular a surpresa e o grilo na cuca e nos ouvidos da autoridade judiciária, ao ter que escutar, da varanda do seu lar doce lar, sem poder de escolha, um típico som oriundo de um salão de festas, onde o coro animado era o enredo já relatado acima.

Aplaudo a percepção e conselho da Douta Magistrada eivada de sensibilidade, afeição, carisma e preocupação com o seu semelhante.

O recadinho altamente pedagógico e inusitado, é este; ao que, ouso fazer algumas emendas:

- Ei, meninada, não banalizem e acatem pacificamente tais atitudes do seu parceiro, como se fosse algo natural ou aceitável. Um relacionamento não tem que ser ruim pra ser bom. Não caiam nessa, garotas! Se valorizem, filtrem relacionamentos e façam as escolhas certas!

É o amor...

Finalizo com uma reflexão também de autoria da bela autoridade (por dentro e por fora), falando de amor ao lecionar e acarinhar em doces letras:

“Na verdade, as pessoas não se cansam do amor, nem fecham as portas para ele. As pessoas se cansam das promessas, das esperas, das desculpas, das inconstâncias. O amor, em si, é sempre bem recebido”.

Rogo, do fundo do meu coração, que haja amor genuíno, carinho e respeito em 2020, 2021, 2050, 2100...!

Apenas isto!

Vídeo em que trato do mesmo tema

27 Comentários

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Parabéns, Mestra! Mais uma vez você escandalizou com graça, leveza, concisão e clareza cristalina. Lembro do refrão que dizia "só um tapinha não dói" ..., e meu avô diria: Não dói? Não dói porque não foi na sua cara!" Ainda sou da opinião que homem de fato é aquele que sabe ser cavalheiro, gentil, cortês e urbano com todos que o cercam ..., amar é dar flores e não tapas! continuar lendo

Issooooo!
Ufa! Alguém compreendeu!

E eu torci para que este assunto viralizasse, mas, surpresa, percebi que, das duas, uma: Ou não soube me expressar como deveria ou desaprendi a conectar posicionamentos.

Vai ver que sou de Marte ou este mundo não mais comporta minha cabeça.

Grande abraço caro Trovão. continuar lendo

Eita Glória!!!! Isso meixxmo!!! continuar lendo

É preciso antes de qualquer coisa, se amar, se respeitar, se desejar o bem, o belo, o beneficio. Quem não tem carinho por si mesmo, aceita qualquer migalha. Quando reconheço que Sou Um Ser Humano de Valor, vejo quem tem, e quem ainda não despertou para sua própria riqueza interior."Já Sou Feliz e Inteira"! Caso apareça alguém, vem só acrescentar "riquezas"! Jamais, me tirar algo......Ano 2020 "Eu Mereço Ser Feliz"!💛💛💛☀️☀️☀️ continuar lendo

Istoooo!
Vc é perfeita! continuar lendo

Excelente texto! Parabéns!!!! continuar lendo

Obrigada pelas doces palavras!
Ela merece ser reconhecida no Brasil por seus pensamentos livres e ímpar competência em vários segmentos.
Onde ela pisa, brota, floresce!
Um abraço, caro Dr.Jório! continuar lendo

Parabéns para a magistrada! Apoio totalmente seus pensamentos! continuar lendo

E eu apoio sua leitura e carisma!
Um abraço! continuar lendo